sábado, 28 de maio de 2011

"Coimbra é Coimbra". Hoje, ou há 900 anos...

Ladeada pelas águas calmas do Mondego, a XI Feira de Artesanato de Coimbra, conta já com cerca de 100 artesãos que vêm mostrar a sua arte a esta comunidade.

De recanto em recanto, por entre lojinhas de artigos e tradições, vislumbramos xailes, tamancos, trabalhos em madeira, boa gastronomia e, como não podia deixar de faltar, o belo galo de Barcelos. A tecelagem artesanal de confecção de roupas e carpetes, os bordados e os figurinos são também marcos presentes. Até um tear manual não faltou na feira para mostrar aos novos “o mundo dos velhos”.

Acompanhados de uma leve brisa vinda de norte, numa pequena passeata pelo parque do mondego, pudemos quase que viver momentos passados, e lembrar como, “nos tempos dos nossos avós”, era confeccionada a roupa, o calçado, e até as brincadeiras.

Maria Nascimento, uma visitante da feira, afirma que é um local que faz recordar o passado.“Há pouco vi ali umas bolsinhas que a minha mãe fazia há 50 anos e que nunca mais tinha visto fazer”.

A verdade é que esta feira presta um grande contributo à comemoração dos 900 anos da entrega da carta de foral à nossa cidade. Segundo Delfina Nunes, uma artesã, “ela permite às pessoas conhecer como era o antigamente, ao mesmo tempo que remete para o presente, onde muita gente ganha a vida com este tipo de negócio".

De lojinha em lojinha, conseguimos vislumbrar pequenas peças de arte, frutos de grandes rasgos de inspiração, que só não levaram estas pessoas mais longe, porque “o seu tempo” não as deixou.

Tal Picasso em seus trabalhos, vemos por aqui e por ali artesãos de profissão a dar tudo pela sua arte. Enquanto tece a sua renda de bilros, Maria Alice Correia confidencia-nos que a paisagem envolvente do local é lindíssima e muito propícia à inspiração.

Para estas pessoas, esta feira é, sobretudo, um local de venda, onde podem dar a conhecer o seu produto e onde têm a oportunidade de “ganhar a vida". Que por habituação, ou não, deixou de as impressionar, mas que maravilha qualquer um que por ali passe.

Já lá diz o velho ditado, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Foi, sem dúvida alguma, a frase que nos acompanhou naquela horinha solarenga, que só nos tirou dali pela tempestade que avizinhou. Caso contrário, lá passaríamos o resto da tarde, quais crianças num parque de diversões…

Tal como diz Delfina Nunes, “Coimbra é Coimbra”.

Por: João Rosado, Joel Domingos e Xavier Vaz

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