
Em entrevista a José Cura, responsável pela Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra, fomos conhecer a importância deste coleccionismo e sua relação com os 900 anos da «cidade do conhecimento».
Na opinião de José, a participação da secção filatélica nestas comemorações está activa e em continuidade. Segundo ele, a filatelia é Cultura.
Repórter – Qual é a sua função na secção filatélica e há quanto tempo está ligado a ela?
José Cura - Estou nesta secção há cerca de 15 anos. Já não sou estudante e não é fácil arranjar pessoal novo para trabalhar aqui. De forma que me vou mantendo.
R. – De que forma a secção filatélica contribuiu para a comemoração dos 900 anos da cidade de Coimbra?
J.C. – Participámos com uma mostra filatélica e colaborámos num posto de correio que existiu na Câmara Municipal, onde houve um carimbo comemorativo dos 900 anos e um interpostal, que é um postal com o carimbo já impresso. A secção participou assim com cinco colecções, todas dentro da temática de Coimbra.
R. – Como se conta a história de Coimbra através dos selos?
J.C. - Pegando nos imensos selos que existem em Portugal e não só, pretendemos mostrar o que é a cidade de Coimbra, dando a conhecer que monumentos tem e que pessoas ilustres já passaram por aqui, que como tal tiveram um selo com a sua figura. Pessoas como Miguel Torga, por exemplo. Os CTT fizeram também um interpostal, com um selo incorporado, representado pelo logótipo dos 900 anos e um carimbo comemorativo da efeméride. O posto de correio funcionou no átrio da Câmara Municipal naquele dia, e apenas naquele dia foi possível circular correio, sendo ele filatélico ou não, com este carimbo comemorativo, que tem uma data fixa, que era só naquele dia e o símbolo dos 900 anos.
R. – O significado do selo é, basicamente o desenho?
J.C. – Sim, o desenho é o logótipo oficial dos 900 anos de Coimbra, sendo que um dos zeros simboliza uma rosa que está ligada à história da Raínha Santa. O inter-postal tem a figura que deu o foral a Coimbra, o Conde D. Henrique, o pai de D. Afonso Henriques e conde do Condado Portucalense.
R. – A secção filatélica fez algum selo em partículas?
J.C. – Não. Os selos são emitidos pelos CTT, sendo que se podem fazer selos personalizados e emitidos também nos CTT, mas têm de ser pagos. Como havia vários selos sobre Coimbra, não fazia sentido, uma vez que seria duplicar o trabalho.
R. - Quais são os próximos planos da secção filatélica em relação à cidade?
J.C. - Existe um convite da Srª Vereadora da Cultura para nós realizarmos uma mostra filatélica na Casa da Cultura. Será preciso algum tempo e organização, já que esta que nós fizemos é uma mostra relativamente pequena. Iremos ver mais tarde. Em breve, já na próxima Quinta-feira vamos organizar um evento, que é «As jornadas do Estado e filatelia», em que vários investigadores na área de História vão pegar em vários selos e falar obre eles.
Resta-nos desejar à secção filatélica a continuação de um bom trabalho, e prosperidade nos próximos 900 anos.






